Se estas são as marcas com maior reputação de 2025… porque é que tantas organizações ainda comunicam como se fosse 2010?
- Rui Martins

- 6 de jan.
- 5 min de leitura
O que os casos de reputação e sucesso corporativo em 2025 nos ensinam — e como replicar essas fórmulas comprovadas
Em 2025, várias organizações globais demonstraram como reputação, valor de marca, inovação e confiança se traduzem em vantagem competitiva clara. O relatório Global RepTrak® 100 identificou as empresas mais reputadas do mundo, com o The LEGO Group no primeiro lugar, seguido por Rolls-Royce, Rolex, Harley-Davidson e Bosch — marcas que combinam história com reinvenção constante e que conseguiram adaptar a sua narrativa cultural ao contexto atual de stakeholders globais.
Mas estas não são exceções isoladas. Rankings independentes como o World’s Most Admired Companies, elaborado pela Fortune em parceria com a Korn Ferry, colocam Apple, Microsoft, Amazon, Nvidia e Berkshire Hathaway como as organizações mais admiradas à escala global, avaliadas por milhares de executivos com base em inovação, estabilidade financeira e liderança respeitada.
Ao mesmo tempo, o estudo World’s Best Companies of 2025 da TIME e Statista sublinha como a ascensão de gigantes tecnológicos, nomeadamente a Nvidia — que atingiu um valor de mercado próximo de 4 triliões de dólares — está associada a crescimento de receita, satisfação de colaboradores e transparência em sustentabilidade.
Contrastando com estes exemplos de excelência, muitas organizações continuam a abordar comunicação como «campanhas isoladas», sem uma narrativa integrada que ajude a construir uma reputação sustentável e uma ligação emocional com os seus públicos.
👉 A pergunta incómoda é esta: se sabemos o que funciona, porque é que tantas organizações continuam a ignorar essas práticas?
Este artigo não é sobre “tendências”. É sobre padrões comprovados de sucesso — e como podem (e devem) ser replicados.
Posicionamento estratégico de marca: porque o significado pesa mais do que a mensagem
As empresas no topo do ranking de reputação em 2025 não vendem apenas produtos ou serviços — transmitem propósito e significado coerente ao longo do tempo. A LEGO, por exemplo, lidera com uma reputação global forte porque articula claramente um propósito que vai além da brincadeira: promove criatividade, aprendizagem e ligação intergeracional.
De forma semelhante, marcas como Apple e Microsoft não são apenas avaliadas pelos seus produtos. São reconhecidas pelo modo como conseguem influenciar culturas, mercados e expectativas de futuro, algo refletido no facto de entrarem consistentemente nas principais listas de reputação e admiração global.
Quando uma organização define com clareza o que representa — em vez de apenas o que vende —, cria um ponto de identificação e confiança emocional que supera estratégias de comunicação fragmentadas.

Da visibilidade à credibilidade: como as marcas mais admiradas constroem confiança real
A diferença entre visibilidade e reputação pode ser vista nas várias empresas que figuram no World’s Most Admired Companies de 2025. A Apple mantém-se no topo pela 18.ª vez consecutiva, destacando-se não só pela tecnologia, mas pela coerência estratégica, gestão estável e inovação contínua mesmo em mercados voláteis.
Empresas como a Amazon e Microsoft, também entre as mais admiradas, combinam resultados financeiros robustos com liderança em experiências de cliente, cultura organizacional e capacidade de responder a desafios globais, reforçando o seu valor percebido no longo prazo.
O reconhecimento destas organizações mostra que a reputação corporativa é uma consequência de resultados concretos — não apenas de mensagens de marca bem construídas.
Comunicação estratégica integrada: quando narrativa, cultura e desempenho falam a mesma língua
Um elemento comum entre as empresas mais reputadas é a capacidade de liderar narrativas em vez de reagir a elas. A metodologia do Global RepTrak® baseia-se em evidências de perceção pública sustentadas ao longo de anos, indicando que as marcas com reputação superior conseguem manter perceções positivas mesmo quando enfrentam desafios externos.
Em contraste, muitas organizações afirmam que «comunicam melhor» porque acumulam canais ou tecnologias, sem um sistema integrado onde estratégia, dados e emoção comunicam entre si. O resultado são mensagens avulsas, métricas de vaidade e pouco impacto na reputação percebida.
Storytelling estratégico: como as melhores marcas ajudam as pessoas a fazer sentido do mundo
O storytelling eficaz não é um truque retórico; é um instrumento para transformar complexidade em significado para as pessoas.
Marcas valiosas conseguem explicar porque os seus produtos e serviços importam nas vidas das pessoas — um princípio que aparece consistentemente nos relatórios de valor de marca global, onde Apple, Google, Microsoft e Amazon dominam os rankings de valor de marca.
Quando uma história é tanto útil quanto emocionalmente ressonante, ela ajuda a orientar escolhas, não apenas a captar atenção.
Reputação corporativa e confiança: o ativo que se constrói antes da crise
Reconhecimentos como o de World’s Best Employers, produzido pela Forbes em parceria com a Statista e baseado em mais de 300 000 colaboradores em 50 países, mostram que as organizações com foco em bem-estar, cultura inclusiva e crescimento profissional são mais valorizadas pelos stakeholders internos e externos.
Este tipo de reconhecimento reforça a ideia de que reputação e confiança se constroem todos os dias, não apenas em momentos de exposição mediática.
Comunicação que converte: como medir impacto real além do alcance e das métricas de vaidade
As organizações mais bem classificadas em reputação e inovação em 2025 combinam comunicação estratégica com indicadores de impacto tangíveis: crescimento de receita, satisfação de colaboradores, envolvimento de clientes e liderança de mercado.
A comunicação que converte é aquela que demonstra claramente — com dados reais — que a marca entrega valor. Quando métricas de comunicação são ligadas aos objetivos de negócio, a organização deixa de depender de impressões superficiais e passa a medir o que realmente importa.

Conclusão: porque a comunicação que faz sentido deixou de ser opcional e passou a ser liderança
Os rankings e estudos mais recentes deixaram uma mensagem inequívoca: reputação, valor de marca e confiança não são efeitos colaterais do marketing. São ativos estratégicos que exigem coerência, ação real e liderança narrativa.
Muitas organizações ainda tratam a comunicação como um conjunto de ferramentas isoladas. As marcas que se destacam são aquelas que veem a comunicação integrada como central à sua estratégia de liderança, não apenas um suporte tático.
👉 Se a sua organização quer transformar a comunicação de um mero canal de ruído em um ativo de reputação, confiança e crescimento sustentado, o primeiro passo é desenvolver uma estratégia que alinhe significado, prova e impacto mensurável — e essa estratégia começa por uma conversa de liderança.
Um convite à conversa
Se, ao ler este artigo, sentiu que a sua organização comunica muito — mas nem sempre com a clareza, coerência ou impacto que gostaria — saiba que essa perceção é partilhada por muitas lideranças hoje.
Às vezes, tudo começa com uma conversa tranquila, estratégica e honesta sobre o que faz (ou não) sentido comunicar, e porquê.
👉 Se fizer sentido para si, estou disponível para essa conversa. Sem fórmulas prontas. Sem pressa. Apenas contexto, escuta e reflexão estratégica.
Porque comunicação com impacto começa sempre por compreensão.
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